O ramo da acácia

A acácia, além de ser uma árvore da família das leguminosas mimosoídas, é uma planta que representa folhagem acinzentada e flores amarelas. É muito ornamental e delicada, elegante, resistente e muito comum nas regiões tropicais e subtropicais e cujo caule e ramos muitas vezes são armados de fortes espinhos ou aguilhões. Fornece madeira de longa duração e, pelo fato de não apodrecer com a humidade, nem mesmo quando é introduzida na água, adquiriu a fama de eterna.

                A acácia do sistema místico da Maçonaria, pelo contrário, foi e é considerada uma árvore sagrada, porque, como se viu, a Moisés foi ordenado construir o Tabernáculo, a Arca da Aliança, a Mesa para o Pão das Proposições e o restante da mobília.

                Desde as antigas civilizações, nas cerimônias religiosas, conhecidas e praticadas pelos iniciados, havia o costume de expor à vista alguma planta, peculiar à respectiva coletividade, com o desígnio de devoção.

                A acácia também é símbolo da inocência, que se assinalava de modo mais aparente nos tempos remotos, quando os devotos religiosos e os dedicados às escolas de iniciação escondiam daqueles que os procuravam a religião ou o hermetismo destas, respectivamente. A acácia também tem o significado místico de representar as virtudes pessoais do bem-aventurado que vive ou viveu sob a propensão das boas ações e atuando sempre de acordo com os preceitos sociais, religiosos e a lei divina, sendo, portanto, respeitado e admirado.

                A acácia ainda é considerada o símbolo da Iniciação por conta do interesse daqueles que se dedicam ao estudo e lhe conferem concepções sob as interpretações tradicionais, e por ela ser o primordial símbolo.

                Nesse raciocínio, a doutrina Maçônica ensina que a acácia é o símbolo perfeito de uma grande verdade, a de que a vida do homem, regulada pela Moral, pela Fé e pela Justiça, será recompensada na hora da morte com a perspectiva da bem-aventurança eterna.