O Compasso

A régua de 24 polegadas, o prumo, o nível, o esquadro e o compasso são os instrumentos simbólicos que o maçom deve aprender a manejar com maestria.

Filosoficamente, o homem constrói à si mesmo e, para que resulte em um templo apropriado para glorificar o Grande Arquiteto do Universo, torna-se saber usar cada um dos principais instrumentos da construção.

Dos alicerces ao teto, todos eles são indispensáveis e, quando surgir em nosso caminho algo de incontornável, lancemos mãos da alavanca. Removido o obstáculo, teremos uma edificação gloriosa que nos honrará.

O compasso mede os mínimos valores até completar a circunferência e o círculo. Sejamos o centro desse círculo, onde fixamos uma das hastes desse compasso e, girando sobre nós mesmos, executaremos com facilidade o projeto perfeito.

O entrelaçamento do compasso com o esquadro será o distintivo permanente da Maçonaria. Nossa vida é uma prancheta onde grafamos os projetos que, estudados e calculados os seus valores, resultarão no caminho completo para a construção de nosso ideal.

Trechos do Livro Breviário Maçônico, do autor Rizzardo da Camino

O Ângulo

Além do ponto e da linha reta, que são as expressões mais simples da geometria, segue-se que é a figura geométrica formada por duas linhas que se encontram em uma de suas extremidades.

Maçonicamente, é usado o ângulo reto, representado pelo esquadro, simbolizando a retidão em caminhos diferentes, partindo-se de um mesmo ponto e que jamais se encontrarão porque um segue o universo cósmico e o outro o universo espiritual.

O ângulo é o símbolo da virtude.

Os Aprendizes e Companheiros os usam em suas marchas dentro do Templo.

O ângulo formado pelo compasso apresenta outras características: a possibilidade de as linhas unirem-se, simbolizando a fusão da matéria com o espírito.

Não esqueçamos que a nossa trajetória pelo mundo segue dois caminhos: o da materialidade e o da espiritualidade.

Não são caminhos paralelos, mas, de qualquer forma, unidos de maneira mística.

É sempre a dualidade maçônica que todo Maçom deve observar.

Ambos os caminhos percorrem linhas retas.

Trechos do Livro Breviário Maçônico, do autor Rizzardo da Camino