As Borlas

A origem das borlas é desconhecida, porém revela o poder. Inicialmente eram usadas em cordões atados à cintura ou em chapéus e temos como o ponto de partida o “fez” barrete usado na Turquia antiga para distinguir o vulgo dos poderosos.

Mussolini, na era fascista, usava um “fez” de cor negra, de cuja calota pendia um cordão que terminava em borla, o “fiocco”, como demonstrador de poder, liberdade e união. Vemos borlas em vários escudos de cidades europeias e nas armas dos cléricos, especialmente dos cardeais e dos papas. Os cortinados nas casas ricas ou nos palácios têm os seus cordões terminando em borlas de todo tipo, simplesmente como adorno e demonstração de poderio econômico.

Dentro dos Templos Maçônicos encontramos três espécies de borlas: as duas terminais da Corda de 81 nós ao lado da porta de entrada, as quatro borlas nos quatro cantos do tapete de Mosaicos e as quatro borlas no Painel do Aprendiz.

A borla consiste em um botão recoberto de fios, formando uma franja; o botão concentra as forças e os fios as descarregam, pois uma borla sempre terá os fios pendentes para baixo, em direção à Terra.

A borla passou a ser usada nas Universidades para ornar tanto o “capello” como as faixas, simbolizando a libertação da ignorância e o poder emanado do diploma.

As borlas simbolizam os quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo. É de se recomendar que nos estandartes também sejam usadas borlas, mas que, ao serem confeccionadas, a sua colocação obedeça a uma significação simbólica; ou apenas duas borlas ou quatro, não mais.

Trechos do capítulo “As Borlas” do Livro Vade-Mécum do Simbolismo Maçônico dos autores: Rizzardo da Camino e Odéci Schilling da Camino.